terça-feira, 24 de abril de 2007

cesar

O folclore e a cultura popular sempre estiveram presentes nos programas e conteúdos escolares. De um jeito formal ou de forma transversal, sempre há um espaço na educação para se tratar desse assunto. Mas antes de nos propormos a discutir esse campo de conhecimento, seria bom termos uma conversa sobre a relação da educação com a cultura, porque aí talvez possamos encontrar algumas respostas às preocupações cotidianas do educador no que toca a essa área.

Cultura, como nós a entendemos, diz respeito ao modo de ser e de viver dos grupos sociais: a língua, as regras de convívio, o gosto, o que se come, o que se bebe, o que se veste vão formando aquilo que é próprio de um povo.

Em um país como o Brasil, tão diverso, tão grande, com tantas expressões diferentes, com tantos jeitos de ser, de brincar, de conviver e rezar, que vão se modificando de lugar para lugar, e a toda hora, não podemos falar de uma única cultura, mas das muitas culturas que o formam. Será que já paramos para pensar, por exemplo, quantas nações indígenas nós temos? E das culturas africanas que para cá vieram não foi uma nação, mas foram muitas a formar o que chamamos de cultura afro-brasileira.

E os portugueses, foram os únicos? Na verdade, foram muitos os povos europeus, cada um com suas tradições, línguas, expressões, jeito de ser e crer, que vieram para cá e, misturados aos diferentes povos indígenas e africanos, ajudaram a formar um país plural e de muitas culturas.

A cultura popular é tudo isso bem misturado e refletido nos muitos jeitos de ser do brasileiro.


Diante de tudo que apontamos, será ainda possível falar de educação sem integrá-la à questão cultural? Certamente não. E é não porque a educação é resultado das práticas culturais dos grupos sociais. O próprio processo de ensinar e aprender revela essas práticas.


A cultura é o fermento que alimenta, dá forma e conteúdo à educação. Em sala de aula, experiências, vivências e singularidades estão reunidas. Alunos e professores trazem suas bagagens e histórias. Confrontos, trocas, negações e reafirmações de culturas pulsam o tempo todo nesse convívio. Se não houver um saber pronto e acabado a ensinar, a educação tem suas chances de sucesso ampliadas. Se o saber em construção for inclusivo das diferenças, renovam-se as esperanças de que na escola se entenda, como afirma Carlos Rodrigues Brandão (2001, p.35) que “educar é fazer perguntas” e que “ensinar é criar pessoas em que a inteligência venha a ser medida, mais pelas dúvidas mal formuladas, do que pelas certezas bem repetidas. De que aprender é construir um saber pessoal e solidário, através do diálogo entre iguais sociais culturalmente diferenciados.”

Na série Cultura popular e educação, que será apresentada no Salto para o Futuro/TV Escola, de 24 a 28 de março, serão propostos temas significativos para serem discutidos com os professores, em cada um dos programas.”

Temas que serão debatidos nos programas desta série

PGM 1 O que é, o que é: folclore e cultura popular

A trajetória dos estudos de folclore no Brasil. Folclore e cultura popular como sinônimos. O dinamismo como característica do folclore/cultura popular. O intercâmbio entre cultura popular, cultura erudita e cultura de massa. A responsabilidade da escola na transmissão de uma perspectiva conceitual contemporânea sobre folclore e cultura popular.

PGM 2 No melhor da festa

A festa como valor simbólico. Suas razões e finalidades. A natureza inclusiva das festas. A diversidade e a unidade encontradas em folguedos populares. A festa como síntese entre sagrado e profano. A escola e as comemorações do dia do folclore.

PGM 3 Quem conta um conto...

A gênese e a estrutura do conto popular. As trocas entre literatura oral (vocal) e escrita. Os estudos acerca da literatura oral no Ocidente. A arte de contar histórias: técnicas e segredos. A contação de histórias na sala de aula.

PGM 4 Engenho e arte

Arte e artesanato. A complexidade da arte popular. Os artistas populares: porta-vozes da sua coletividade e criadores individualizados. O processo e o produto artístico como aspectos do contexto social e cultural em que estão inseridos. O papel da escola na valorização da arte popular.

PGM 5 Você sabe de quem está falando?

Os diversos modos de ser brasileiro. Patrimônio material e imaterial: preservar? As questões socioculturais na prática educacional.

Bibliografia

Brandão, Carlos Rodrigues. De Angicos e ausentes: 40 anos de educação popular. Porto Alegre: Mova-RS; Corag, 2001.

Arantes, Antonio Augusto. O que é cultura popular. São Paulo, Brasiliense, 1981.

Magalhães, Aloísio. E triunfo? A questão dos bens culturais no Brasil. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1985

Magnami, José Guilherme Cantor. Festa no pedaço: Cultura popular e lazer na cidade. São Paulo, Brasiliense, 1984.

Mendes, Durmeval Trigueiro. Realidade, experiência e criação. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, 130, 1973.

Garcia, Pedro. Subversão pela palavra uma desordem poético-pedagógica. Cadernos RioArte, Rio de Janeiro, Sec. Municipal de Cultura, 1985.

4 comentários:

Ariane disse...

tava ruim ta confuso e dificil de ler nossa tava uma confusão que só vendo credo quem fez esse site e pessimo em portugues!ridiculo!sem graça.

Ariane disse...

seu bosta de site não presta seu ridiculo chato feio confuso sem vergonha viado corno

jac disse...

Bosta de site , naum tem resposta pra nada vai cagar no mato!

paulinha disse...

pooo esse blog nao tem nada de legal que porre ; se eu tira um zero vou denuncia essa blog ;